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03/02/2026
Os Improváveis já se aprontavam para adentrar a Floresta da Mortalha Negra, atrás de uma planta que poderia ser um antídoto. Morpheys carregava um peso nos ombros: seus pais, marcados por um símbolo lunar mágico, envenenados por um Saseriano, tinham o destino selado até o fim do ciclo da lua. Um prazo cruel, mas claro. Salvar vidas era prioridade — antes de qualquer outra coisa.
Foi quando Merlin surgiu no Abrigo de Solária, na loja "Feliz Raridade", em frente à guilda. Sua chegada causou alvoroço, como sempre. Ofereceu um trabalho com coleções de besouros na Mortalha e, entre uma palavra e outra, revelou um conhecimento profundo sobre venenos. Sugeriu que o verdadeiro antídoto talvez não fosse a planta, mas um desenho tatuado nos braços dos Saserianos — a flor poderia ser apenas um engano. Os Improváveis concordaram: salvar vidas vinha antes, e se Merlin trabalhava na mesma região, que assim fosse.
Idris, com aquela calma e persuasão que sempre o distinguiram, defendeu que Morpheys deveria ganhar tempo — petrificar os pais para desacelerar o veneno enquanto buscavam mais informações. Morpheys respondeu que o pai já havia recusado qualquer intervenção, preferindo aceitar o destino com dignidade. Idris discordou com convicção, dizendo que faria qualquer coisa para salvar uma vida, mesmo que o salvo o odiasse depois. Morpheys escolheu cumprir o último desejo do pai.
Ao chegarem à Mortalha, montaram acampamento ao anoitecer. Foi Darko, o cão-sombra de Morpheys, quem farejou o caminho — um fungo estranho, um corpo pendurado numa árvore coberta por ele. Isso os levou até um acampamento de caçadores destruído, o mesmo que Merlin mencionara. Entre 7 e 12 desaparecidos, espalhados pelo caos da devastação. Restaram apenas cinco caixas preservadas e um barril tombado, com cerca de 200 itens ainda intactos.
Enquanto a noite avançava, o Livro se virou lentamente diante de mim. Vi páginas que ainda não haviam sido vividas, linhas tênues que deixavam escapar um destino incerto. O que viria dali? Uma encruzilhada. Um confronto, talvez. Mas isso, meus caros, é uma história que ainda está sendo escrita. Guardei silêncio e esperei.